segunda-feira, 12 de novembro de 2012

o ponto negro !

"uma vez um professor chegou na sala de aula e anunciou que todos guardassem seus materiais porque ele aplicaria uma prova surpresa. todos, em pânico, organizaram-se para o teste que viria. após entregar as folhas com o conteúdo das provas de cabeça para baixo,o professor pediu a todos que desvirassem suas folhas. nelas, ao contrário do que se imaginava, nada havia de texto. em todas o que se via era apenas um ponto negro bem ao centro da folha. surpresos, os alunos ouviram o professor pedir-lhes que escrevessem a cerca do que observavam por ali... após algum tempo, recolhidas todas as provas, o professor avisou que aquele teste não valeria nota. era apenas uma experiência, que acabou se confirmando ao perceber que todos os alunos, sem exceção, haviam escrito longas teses sobre o ponto negro no centro da folha, esmiuçando detalhes sobre sua localização e ponderando sobre sua existência.... neste momento, o professor surpreendeu-os dizendo que o que pretendia, de fato, era questionar a razão de por que numa superfície muito maior do que um ponto, uma folha inteirinha branca, ninguém havia feito um comentário sequer..."

li este pequeno texto num destes dias num destes emails que se recebe de um destes amigos que insistem em nos mandar mensagens genéricas com reflexões sobre a vida. este texto, bem como este email, bem como este amigo, poderiam tranquilamente transformarem-se no meu 'ponto negro' no  meio da folha branca em que se desenrola minha vida, não fosse por um pequeno detalhe... neste dia, estivera pensando demais em meus pontos negros. estivera reclamando demais. estivera me lamuriando demais. neste mesmo dia, havia guardado alguns minutos dentro de meu carro, em minha garagem, tentando achar forças para sair dali e enfrentar a meia quadra que me separam de meu apartamento.. neste mesmo dia estivera pensando demais em tudo o que perdi, ou que deixei de ganhar (sei lá), graças a não agir como a maioria das pessoas age, ou o que se espera delas... neste dia, me encontrei com minha solidão... me encontrei com minha saudade, com a angústia, com minha falta de planejamento... e a 'sombra' chegou... ali estava meu ponto negro!

para me distrair dele, ou das tantas lembranças que insistem em me acompanhar (meus muitos pontos negros), acabei abrindo este email enviado sabe-se lá porque e, ao ler a história, percebi que a folha branca era o que me recusava a ver, ou não enxergava por estar distraída demais com meu ponto negro...

minha folha branca era eu ter chegado cedo em casa graças a ter um carro, era caminhar apenas uma quadra e meia, era ter onde chegar, um lugar só meu onde podia entrar e sair a qualquer hora, por ter uma preciosidade chamada liberdade, era ter uma filha que em breve chegaria e me contaria as novidades de seu dia... minha folha branca era repleta de amigos, para os quais eu poderia ligar e até 'chorar' se quisesse, sem a menor dúvida de que eles estariam lá para me ouvir e enxugar as minhas lágrimas... ao ler o email, vi que muitas vezes não vejo a folha branca que é muito maior, ampla, repleta de espaço e ainda por cima, branca, o que a torna perfeita, uma vez que posso escrever, desenhar, pintar das cores que quiser, apenas por estar 'cega' e 'focada' no ponto e não no entorno!



sábado, 27 de outubro de 2012

uma porta que se fecha...

é... hoje cheguei aos inimagináveis 4.5 e não queria deixar esta data passar em branco. por pretensão, desilusão ou pura observação (não sei) ... mas é que, de fato, na inocência dos meus cinco anos de idade nunca houvera imaginado chegar assim tão longe! e, por um destes acasos da vida, uma mera distração, aqui estou!

descobri por alguma razão, destas que não sabemos realmente explicar, que cada novo ano, é uma nova porta que se fecha! esta porta é interna e tem a exata medida que damos a ela. no meu caso, a porta que se fecha, é a porta da ilusão (engano dos sentidos ou do espírito que faz tomar a aparência pela realidade, segundo o dicionário). Explico: tenho vivido até aqui (até ontem) algumas certezas equivocadas a cerca de meus anos. Uma destas certezas era a de que não envelhecia, apesar das datas nos calendários nunca andarem para trás. Outra destas certezas tinha a ver com acreditar que seria sempre lembrada por aqueles que algum dia me foram muito caros, o que de fato não é exatamente uma verdade. Tinha ainda a certeza de que a cada novo ano, me tornaria mais sábia! Algumas recentes experiências e em especial algumas vivenciadas neste dia de hoje só me provaram o quanto esta também era uma ilusão!

descobri nos 4.5 que envelheço sim, a cada novo dia; que sou esquecida sim, especialmente por aqueles que um dia juraram nunca me esquecer; que a sabedoria não é necessariamente um troféu recebido pela maturidade.

descobri algumas coisas boas também. que alguns daqueles que cruzaram meu caminho em alguma esquina desta vida, ao longo destes 4.5 tem estado mais perto de mim do que eu podia imaginar. descobri que o que realmente importa está sempre por perto e está sempre presente. descobri que todo o resto é ilusão - aquele engano dos sentidos que falava anteriormente  - e que se não está presente, é porque realmente já não mais importa.

descobri que se a vida me deixou chegar até aqui é porque deve ter alguma expectativa de que eu a 'desnude', que 'acorde', que 'lute', que 'ame'... e que continue cultivando a amizade...porque nestes 4.5 o que descobri foi que “A amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas.” (Carlos Drummond de Andrade).






segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Confissões II

Algumas fichas continuaram caindo após o curso que fiz naquele fim-de-semana intenso que passei sozinha, mas certa de que todos meus amigos estavam comigo, aqui fora.
Uma delas, e talvez a maior, foi a de que falo muito. Lá, não falei tanto. Aliás, não falei nada. O seminário, apesar de ser em grupo, é muito individual. Houve momentos em que sozinha, comigo mesma, tive que olhar de novo no espelho que se me apresentavam e não havia muito pra onde ir, ou como me distrair. Percebi que muitas vezes falo para não escutar. Para não ouvir meu próprio EU, gritando aqui dentro que esse ou aquele caminho realmente não me levarão nem perto de onde quero estar.
Percebi que tenho muitas certezas e certeza nenhuma. Que tenho muita opinião, para algumas vezes disfarçar minha falta de vontade de ouvir a opinião dos outros. Que tenho muita ideia pre-concebida. Mas percebi que são todas baseadas no meu passado. E o que tenho passado é tudo resultado de minhas próprias escolhas, muitas vezes equivocadas também, porque se baseiam nas minhas ideias pre-concebidas.... enfim, giro e giro a roda da vida e muito pouco tenho saído realmente do lugar.
Percebi que tenho repetido e repetido muitos equívocos. Que venho me equivocando a cerca de quem sou. Do que quero. Do que acredito. Tenho vivido equivocadamente o ‘amor’ , por exemplo, por ter muito poucas vezes realmente conhecido o amor. Tenho experienciado o amor através daquilo que me disseram que o amor era. E acreditei. Porque talvez, de verdade, quem me ensinou isso foi quem eu um dia realmente amei. E a partir destas pequenas certezas, destes pequenos saberes, fui tentando e tentando e hoje estou perdida...
Não pretendo encontrar mais certezas. 
Apenas não quero mais acreditar que as tenho.
Uma vez meu irmão me disse assim: Não há nada que tu faças ou vivas ou penses que mais cedo ou mais tarde não possas simplesmente mudar. Tu podes sempre mudar de ideia!
Acho que poucas vezes algo me soou tão acalentador. Porque me dá a esperança de imaginar que posso tentar, e tentar de novo, errar, voltar a tentar e se achar que nada faz sentido, simplesmente recomeçar!

sábado, 4 de agosto de 2012

Confissões de butecos I ...


 ... tá certo que o 'buteco' em questão é o 'Dometila', que de boteco mesmo não tem nada... pode-se descreve-lo como um café elegante, que mistura sofisticação e provocação aos nossos sentidos, se apresentando como uma ótima opção para curtir minhas amigas, tomar uma cerveja gelada à luz de uma lua linda (quando ela se apresenta) e pequenas e delicadas velas que enfeitam mesas na calçada...

e foi neste clima (quase tropical) de uma noite no inverno porto-alegrense, que confessei, assim que uma de minhas amigas apareceu, que hoje havia tido um surto de piedade de mim mesma... e este assunto, por si só, já é uma ótima 'pauta' para o que costumo chamar de 'conversas de buteco' !!!

na sequência, com a chegada de outra amiga, a conversa culminou na confissão completa sobre o susto que levei ao ver minha cara triste no espelho - uma cara que reconheço como minha - mas que gostaria de fingir que não é... e, neste surto de dar-se conta do que (ou no que) estava mesmo me transformando, acabei agindo com o meu mais ancestral instinto feminino e nem pensei: peguei o fone e marquei hora no meu cabeleireiro! (sabendo, é claro, que ele seria a única pessoa neste mundo capaz de arrumar aquela cara que eu, de verdade não desejava mais sobre meu pescoço).

Desta frase para o aprofundamento no tema, não faltaram  contribuições e muita risada! (desconfio que boa parte das risadas tem mais a ver com a cerveja do que com o tema da conversa em si).

Claro que sabemos que as mudanças tem de vir de 'dentro' para 'fora'! Entretanto, também é necessário ajudar para que quando elas resolvam começar a acontecer - o que pode ocorrer de uma hora para outra - a casa aqui fora já esteja bem 'arrumadinha' a fim de recebê-las, não é?!

E foi neste tom, porém sem muito entusiasmo que, diante do espelho de meu querido 'Alê' (o mágico), me apresentei explicando-lhe que ao não estar mais achando forças aqui dentro, resolvi inverter um pouquinho a situação e , quem sabe, arrumar um pouco o lado de fora me ajudasse a entusiasmar o lado de dentro também.

A cara dele ao me ouvir dizer isso foi um misto de perplexidade e satisfação. senti naquele franzir de sombrancelha (uma única)  e naquele canto de boca meio risonho num estado entre o médico e o monstro, que já imaginara sua imensa responsabilidade em fazer 'nascer' de dentro de mim, aquela mulher que eu mesma sozinha não estava conseguindo. Mas não me pareceu, de fato, nenhum pouco preocupado. Explicou em linguagem altamente técnica (e provavelmente muito cara) os muitos procedimentos pelos quais me submeteria e eu, prostrada por minha total falta de capacidade de resolver pelo lado de dentro meus problemas existenciais, me entreguei a toda aquela parafernália de potes, luvas, tintas, tesouras, cremes e papelotes brilhantes como uma nave espacial...

E, cerca de hora e meia depois, veio mesmo a transformação. Algo mais moderno, mais iluminado, mais colorido e com balanço se apossou de minha cabeça. E com esse movimento, veio o que tenho procurado a dias com muito pouco sucesso - o meu sorriso!

Sorri para aquela nova cara (repaginada) no espelho do Alê e olhei para ele que me explicou orgulhoso: "Usei em ti a temática alegria" .... parecendo um psicanalista orgulhoso de ter encontrado o cerne da questão de sua paciente.

E o pior (ou melhor) dessa história contada entre cervejas, velas e novos sorrisos, é que ele, num simples olhar  analítico, havia conseguido sim, com suas mãos, tesouras e técnicas de 'colorimetria', trazer alguma alegria à uma alma totalmente apagada, sem muito entusiasmo, sentindo-se com pouco ânimo, força ou energia para atravessar mais um fim de semana.  E fez reaparecer naquele espelho um rosto com luz e disposição para ligar para duas ou três amigas e convidá-las para brindar à vida.. que, afinal, ainda está só na metade... assim espero!!!



sábado, 14 de julho de 2012

Hay que endurecer pero perder la ternura jamás


Este título é um trocadilho que ousei pegar emprestado para definir meu atual relacionamento com minha filha, especialmente nesta sua nova fase, em que está 'adolescendo'  e eu, naturalmente (como imagino boa parte dos pais de garotas e garotos de 13 anos), fico a maior parte do tempo tateando, sem saber o que fazer... saber a gente sabe, o difícil é tomar a decisão de agir.

O conceito, profundo e abrangente, me chamou a atenção justamente pelo jogo entre opostos, que é o que tem me direcionado, me questionado e me recolocado no rumo, cada vez que cometo algum erro. Desta forma, "endurecer sem perder a ternura" tem sido uma atitude adotada por mim como um "direcionador"  frente a esta imensa responsabilidade e desafio.  

Difícil decidir as vezes, usando apenas o racional, sobre como agir quando o filho adolescente te desafia e engana, mente para voce (dizendo ter entregue o trabalho de geografia ou ciências no prazo, quando seguramente 'jazem' incompletos ou esquecidos no fundo da mochila)... ou quando eles juram ter estudado para as provas que se acumulam em conceitos abaixo do esperado, gastando todo seu precioso tempo em jogos de videogame, programas idiotas de televisão ou horas infindáveis em redes sociais...

Neste ponto chave está a questão, que acredito ser também o ponto chave desta conversa. Até os primeiros deslizes muita fala, afeto, ternura. Afinal,  é conversando que a gente se entende, ou não é?!?!? (shit)


Errado! Seria a resposta certa a esta instigante pergunta que muitas vezes me faço!


Conversando a gente estabelece os contratos, as regras do jogo e o funcionamento da casa. Entretanto, há um limite para tanta conversa. Há um momento neste jogo de forças e interesses (o que toda relação não deixa de ser, afinal); em que nossa vontade, nosso interesse e nossa responsabilidade exigem que saiamos deste cômodo papel de 'articulador' para um papel um tanto quanto mais duro, mais acertivo, mais direcionador e muito, mas muito menos democrático... é o que em nosso título eu viria a chamar de 'endurecer' ... (pero sin jamás perder la ternura)
Você pode aqui argumentar que endurecer não seja o caminho ideal para uma abertura de diálogos,para o livre pensamento, para a constituição de uma pessoa crítica e com bom poder de argumentação… E eu mesma usaria todos estes argumentos se não fosse eu mesma a 'mãe' neste papel, tentando educar, deixar alguma marca, imprimir alguma responsabilidade num caráter ainda em formação.
O desafio em que me lancei aqui, e confesso que continuo perseguindo, é de ser firme, e não dura. Para isto, tenho que incorporar um novo sentimento ao meu vocabulário emocional: "ternura."
Li num texto qualquer que "firmeza e ternura não são conceitos antagônicos" e me ocorreu que, na verdade, não são mesmo. Especialmente quando estamos tentando educar uma pessoa. 

Quando desejamos expressar nossa opinião,  geralmente somos firmes. Por vezes até duros! Mas se conseguirmos balizar esta firmeza utilizando a ternura (eis o grande desafio) talvez consigamos evitar o risco da perda de foco, ou seja: colocamos o foco na mensagem e tiramos de nós mesmos!!!

Nos processos de feedback, sabemos que o catastrófico em qualquer comunicação é quando o emissor fica mais forte e importante do que a mensagem que ele transmite... e se formos por aí, daqui a pouquinho estaremos falando de Poder! 

Num processo de negociação com o interesse genuíno de transmitir, educar, desenvolver, para que possamos alcançar o tão esperado resultado “ganha X ganha” e não “ganha X perde" se faz absolutamente necessário que pensemos nesta pequena e poderosa palavrinha: ternura.
Resumindo, o que venho tentando estabelecer na relação com minha mais recente adolescente preferida é a utilização da ternura como “pratica diária”. Sem, é claro, perder a firmeza... jamais!!! 

domingo, 8 de julho de 2012

...'cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...

Uma boa amiga, destas que a gente pode contar até quando a maré tá subindo e a gente sente que tá encalhando, me respondeu a um email citando a frase da música do Caetano, que me remeteu ao tema que escrevo agora...

Nos últimos dias, a maré dos acontecimentos tem me feito refletir muito em como reagimos a determinadas situações e o quanto estas 'reações' provocam novas 'reações' nas pessoas, algumas vezes magoando-as ou afastando-as de nós.

Tenho refletido também sobre como um 'perdão' dado muito rapidamente, parece muitas vezes prematuro, feito apenas para nos livrarmos de ter 'aquela' pessoa culpada grudada em nosso pé, pedindo desculpas todos os dias, e assim, com nosso suposto perdão, conseguimos nos livrar dela!

O perdão é 'dado', nesse caso, somente em tese. Porque, na prática, a mágoa continua lá. A desconfiança continua lá. A dúvida sobre como esta pessoa reagirá novamente, quando posta em situações semelhantes, continuará lá...

Para quem recebe o alvará do 'perdão' somente em tese (não de fato), o que fica é um brutal sentimento de dupla responsabilidade, ter que 'pisar em ovos', cuidar dos deslizes, fica a certeza de que qualquer 'escorregadinha nova' pode se somar a 'grande mancada' que deu origem ao falso perdão! E é aí que nos damos conta desta tal "dor ou delícia de sermos quem realmente somos" !!!

Se formos nos guiar pela responsabilidade de tentarmos não falhar, não cometermos os mesmos (ou talvez outros erros), não nos atrapalharmos, se formos tentar agir sem a possibilidade de sermos imperfeitos, sem a espontaneidade de falarmos bobagens não pensadas antes, sem poder chegar atrasados ou até não chegarmos, sem marcar uma coisa em cima da outra (apenas pela empolgação e vontade de querer fazer as duas coisas) sem sermos nós mesmos ... bem, aí, não poderemos usufruir da delícia de ser quem realmente somos; ainda que este 'sermos nós mesmos', seja apenas sermos humanos, demasiadamente humanos!


quarta-feira, 4 de julho de 2012


A HISTÓRIA DO PATO

Havia dois irmãos que visitavam seus avós no sítio, nas férias.
Filipe, o menino, ganhou um estilingue para brincar no mato. Praticava sempre, mas nunca conseguia acertar o alvo.
Certa tarde viu o pato de estimação da vovó... Em um impulso atirou e acabou acertando o pato na cabeça e o matou. Ele ficou chocado e triste!
Entrou em pânico e escondeu o pato morto no meio da madeira!
Beatriz, a sua irmã viu tudo, mas não disse nada aos avós.
Após o almoço no dia seguinte, a avó disse: "Beatriz, vamos lavar a louça"
Mas ela disse: " Vovó, o Filipe me disse que queria ajudar na cozinha". E olhando para ele sussurrou: "Lembra do pato?" Então o Felipe lavou os pratos.
Mais tarde o vovô perguntou se as crianças queriam pescar e a vovó disse: "Desculpe, mas eu preciso que a Beatriz me ajude a fazer o jantar."
Beatriz apenas sorriu e disse, "Está bem, mas o Filipe me disse que queria ajudar hoje", e sussurrou novamente para ele: "Lembra do pato?"
Então a Beatriz foi pescar e Filipe ficou para ajudar.
Após vários dias o Filipe sempre ficava fazendo o trabalho da Beatriz até que ele, finalmente não agüentando mais, confessou para a avó que tinha matado o pato.
A vovó o abraçou e disse: "Querido, eu sei... eu estava na janela e vi tudo, mas porque eu te amo, eu te perdoei. Eu só estava me perguntando quanto tempo você iria deixar a Beatriz fazer você de escravo!" (PAGAR O PATO)
                                                                                    
Deus e o Amor não só perdoa, mas Ele também esquece!!!

Autor desconhecido