Uma boa amiga, destas que a gente pode contar até quando a maré tá subindo e a gente sente que tá encalhando, me respondeu a um email citando a frase da música do Caetano, que me remeteu ao tema que escrevo agora...
Nos últimos dias, a maré dos acontecimentos tem me feito refletir muito em como reagimos a determinadas situações e o quanto estas 'reações' provocam novas 'reações' nas pessoas, algumas vezes magoando-as ou afastando-as de nós.
Tenho refletido também sobre como um 'perdão' dado muito rapidamente, parece muitas vezes prematuro, feito apenas para nos livrarmos de ter 'aquela' pessoa culpada grudada em nosso pé, pedindo desculpas todos os dias, e assim, com nosso suposto perdão, conseguimos nos livrar dela!
O perdão é 'dado', nesse caso, somente em tese. Porque, na prática, a mágoa continua lá. A desconfiança continua lá. A dúvida sobre como esta pessoa reagirá novamente, quando posta em situações semelhantes, continuará lá...
Para quem recebe o alvará do 'perdão' somente em tese (não de fato), o que fica é um brutal sentimento de dupla responsabilidade, ter que 'pisar em ovos', cuidar dos deslizes, fica a certeza de que qualquer 'escorregadinha nova' pode se somar a 'grande mancada' que deu origem ao falso perdão! E é aí que nos damos conta desta tal "dor ou delícia de sermos quem realmente somos" !!!
Se formos nos guiar pela responsabilidade de tentarmos não falhar, não cometermos os mesmos (ou talvez outros erros), não nos atrapalharmos, se formos tentar agir sem a possibilidade de sermos imperfeitos, sem a espontaneidade de falarmos bobagens não pensadas antes, sem poder chegar atrasados ou até não chegarmos, sem marcar uma coisa em cima da outra (apenas pela empolgação e vontade de querer fazer as duas coisas) sem sermos nós mesmos ... bem, aí, não poderemos usufruir da delícia de ser quem realmente somos; ainda que este 'sermos nós mesmos', seja apenas sermos humanos, demasiadamente humanos!
Propor um olhar mais atento às palavras, sensações, emoções ... compartilhar minhas distrações... nada mais!
domingo, 8 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
A HISTÓRIA DO PATO
Havia
dois irmãos que visitavam seus avós no sítio, nas férias.
Filipe,
o menino, ganhou um estilingue para brincar no mato. Praticava sempre,
mas nunca conseguia acertar o alvo.
Certa
tarde viu o pato de estimação da vovó... Em um impulso atirou e acabou
acertando o pato na cabeça e o matou. Ele ficou chocado e triste!
Entrou
em pânico e escondeu o pato morto no meio da madeira!
Beatriz,
a sua irmã viu tudo, mas não disse nada aos avós.
Após
o almoço no dia seguinte, a avó disse: "Beatriz, vamos lavar a
louça"
Mas
ela disse: " Vovó, o Filipe me disse que queria ajudar na
cozinha". E olhando para ele sussurrou: "Lembra do
pato?" Então o Felipe lavou os pratos.
Mais
tarde o vovô perguntou se as crianças queriam pescar e a vovó disse:
"Desculpe, mas eu preciso que a Beatriz me ajude a fazer o jantar."
Beatriz
apenas sorriu e disse, "Está bem, mas o Filipe me disse que queria
ajudar hoje", e sussurrou novamente para ele: "Lembra do
pato?"
Então
a Beatriz foi pescar e Filipe ficou para ajudar.
Após
vários dias o Filipe sempre ficava fazendo o trabalho da Beatriz até que ele,
finalmente não agüentando mais, confessou para a avó que tinha matado o pato.
A
vovó o abraçou e disse: "Querido, eu sei... eu estava na janela e
vi tudo, mas porque eu te amo, eu te perdoei. Eu só estava me perguntando
quanto tempo você iria deixar a Beatriz fazer você de escravo!" (PAGAR O PATO)
Deus
e o Amor não só perdoa, mas Ele também esquece!!!
Autor
desconhecido
|
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Despedida...
Hoje, quinta (ops, já é sexta!), foi meu último dia no papel de 'professora' da turminha de Ferramentas de Gestão no curso profissionalizante de Técnicas Administrativas do Centro Social LaSalle, em Canoas. Ainda acordada, sentindo a estranheza do 'vazio' das horas que sei, acabarão chegando por aqui a cada nova quinta-feira, quando não tiver mais o compromisso de dirigir até Niterói e passar a noite com meus 'novos' amigos e queridos alunos...
Apesar da correria e do cansaço que um dia com tripla jornada determina, sinto que esta foi uma das 'boas' oportunidades que a vida me deu de experimentar ser 'inteira'. Estar inteira. Agir e pensar em consonância com quem sou, no que acredito, com os altos e baixos que a profissão de educadora pode trazer.
Durante as poucas quintas em que me experimentei 'professora', vi uma "jac" da qual nem me lembrava mais. Alguém com ideais. Alguém curioso. Alguém determinado a se divertir, apesar de ser um trabalho sério. Alguém mais leve. Alguém com maior capacidade de 'paciência' e 'doação'. Alguém que trabalhou pelos momentos e pela certeza de estar deixando algumas sementinhas pelo caminho. Com alguma certeza também de que algumas pessoas as estavam colhendo e aproveitando.
Durante algumas quintas-feiras, cansei também.
Durante algumas quintas-feiras, desejei não ter que me deslocar até lá. Desejei não ter que deixar minha filha tão sozinha. Desejei estar tomando uma ceva em algum outro lugar e com algumas outras companhias.
Mas, nas mesmas quintas-feiras em que desejei tudo isso; desejei mais ainda que a aula não terminasse, que nossas conversas e debates se prolongassem e que toda aquela 'alegria' pudesse se ramificar para o restante da semana.
Nem tudo foram flores e nem tudo foi perfeito.
Faria bem melhor, se começasse hoje.
Mas faria!
E com o mesmo prazer que fiz, enquanto me alimentava daquela deliciosa diversidade, o faria de novo.
Obrigada LaSalle pela oportunidade. Obrigada, meninos e meninas, senhoras e senhores pela paciência e receptividade. E , obrigada a DEUS, pela infinita bondade!!!
Apesar da correria e do cansaço que um dia com tripla jornada determina, sinto que esta foi uma das 'boas' oportunidades que a vida me deu de experimentar ser 'inteira'. Estar inteira. Agir e pensar em consonância com quem sou, no que acredito, com os altos e baixos que a profissão de educadora pode trazer.
Durante as poucas quintas em que me experimentei 'professora', vi uma "jac" da qual nem me lembrava mais. Alguém com ideais. Alguém curioso. Alguém determinado a se divertir, apesar de ser um trabalho sério. Alguém mais leve. Alguém com maior capacidade de 'paciência' e 'doação'. Alguém que trabalhou pelos momentos e pela certeza de estar deixando algumas sementinhas pelo caminho. Com alguma certeza também de que algumas pessoas as estavam colhendo e aproveitando.
Durante algumas quintas-feiras, cansei também.
Durante algumas quintas-feiras, desejei não ter que me deslocar até lá. Desejei não ter que deixar minha filha tão sozinha. Desejei estar tomando uma ceva em algum outro lugar e com algumas outras companhias.
Mas, nas mesmas quintas-feiras em que desejei tudo isso; desejei mais ainda que a aula não terminasse, que nossas conversas e debates se prolongassem e que toda aquela 'alegria' pudesse se ramificar para o restante da semana.
Nem tudo foram flores e nem tudo foi perfeito.
Faria bem melhor, se começasse hoje.
Mas faria!
E com o mesmo prazer que fiz, enquanto me alimentava daquela deliciosa diversidade, o faria de novo.
Obrigada LaSalle pela oportunidade. Obrigada, meninos e meninas, senhoras e senhores pela paciência e receptividade. E , obrigada a DEUS, pela infinita bondade!!!
domingo, 10 de junho de 2012
Companhia x Companheirismo... será este o segredo para tantos desencontros???
Debruçada
na pia enquanto tentava exterminar as últimas louças sujas da noite, escutava ao longe os passos de algum vizinho
a se acercar do elevador. Fora isso,
apenas silêncio. Silêncio e um pensamento.
Um pensamento sobre a solidão e a necessidade quase 'nacional' que venho percebendo nas mulheres com quem convivo ultimamente: encontrarem os famigerados 'companheiros' para partilharem suas vidas.
Meu olhar, neste caso específico, vem acompanhado de algumas dúvidas sobre se, de fato, este não é apenas mais um conceito antigo, destes que costumamos chamar de 'do tempo de nossas mães.'
De fato, outro dia desses, num encontro com um amigo, também solitário sob alguns aspectos, me foi lançada a fatídica pergunta: “mas, afinal, por que tu achas que num mundo onde tantas mulheres sozinhas e a procura de um companheiro e de tantos homens sozinhos em busca de companhia... por que diabos, estas pessoas não se encontram?”
Não lembro direito, mas estou certa de que lancei mão de muitos argumentos matemáticos para explicar que talvez tivesse a ver com o número muito maior de mulheres do que de homens no planeta. Talvez, também não estou bem certa, tenha tecido inúmeras considerações sobre perfis psicológicos de um e de outro e da impossibilidade concreta de ajustes de expectativas (é bem minha cara fazer isso).
Inesperadamente dei-me conta desta questão por uma conversa que tive com outra amiga, também noutro dia desses. Ela me fez a pergunta que muitas vezes me faço: "por que saímos com alguém que tem todos os melhores atributos como companhia, mas improváveis atributos para se tornar um ‘companheiro’?"
Um pensamento sobre a solidão e a necessidade quase 'nacional' que venho percebendo nas mulheres com quem convivo ultimamente: encontrarem os famigerados 'companheiros' para partilharem suas vidas.
Meu olhar, neste caso específico, vem acompanhado de algumas dúvidas sobre se, de fato, este não é apenas mais um conceito antigo, destes que costumamos chamar de 'do tempo de nossas mães.'
De fato, outro dia desses, num encontro com um amigo, também solitário sob alguns aspectos, me foi lançada a fatídica pergunta: “mas, afinal, por que tu achas que num mundo onde tantas mulheres sozinhas e a procura de um companheiro e de tantos homens sozinhos em busca de companhia... por que diabos, estas pessoas não se encontram?”
Não lembro direito, mas estou certa de que lancei mão de muitos argumentos matemáticos para explicar que talvez tivesse a ver com o número muito maior de mulheres do que de homens no planeta. Talvez, também não estou bem certa, tenha tecido inúmeras considerações sobre perfis psicológicos de um e de outro e da impossibilidade concreta de ajustes de expectativas (é bem minha cara fazer isso).
Inesperadamente dei-me conta desta questão por uma conversa que tive com outra amiga, também noutro dia desses. Ela me fez a pergunta que muitas vezes me faço: "por que saímos com alguém que tem todos os melhores atributos como companhia, mas improváveis atributos para se tornar um ‘companheiro’?"
Olhando da perspectiva do 'presente' uma Companhia é tudo o que muitas vezes queremos e precisamos do outro. Queremos estar com o outro. Queremos que o outro cozinhe para nós. Queremos cozinhar para o outro. Queremos assistir a bons filmes e 'rir'. Ou assistir a filmes que nos tocam e 'chorar'. Queremos discutir 'Platão', a inflação, a depressão... Queremos curtir as partidas de futebol, mesmo que seja para brigar no final. Queremos uma boa cama, muito prazer, beijos apaixonados e sedução como cenário permanente. De uma companhia, queremos e permitimos quase tudo!
Curtir uma boa companhia é coisa realmente muito fácil para muitos e, por que não dizer, para quase todos nós. Em que pese todas as diferenças de 'padrões desejáveis' pela grande maioria das pessoas, admitimos como companhia os baixinhos, os feinhos, os magrelas, os gordinhos, os que 'racham a conta do restaurante', os que não tem carro, os mais jovens, os mais velhos, os mais exigentes, os 'nerds', os chatos, os arrogantes... os , enfim, muito diferentes de nós mesmos em um ou vários aspectos ao mesmo tempo.... admitimos sim, porque enquanto companhia, todas estas diferenças não pesam tanto assim.
Olhar para a perspectiva de 'futuro' é o que faz com que busquemos o 'Companheiro' !!! E no que isso se difere do que entendemos como companhia???? Quase tudo !
Minha amiga disse: "mas que mal há em sairmos com eles, afinal, não nos divertimos, não nos fazem bem? Não são uma boa companhia?" - E qual não teria sido sua resposta, se ao invés de contar que estava aceitando como companhia uma determinada pessoa totalmente 'fora de seus padrões sociais' (e até de alguns meus próprios), eu tivesse dito: "acho que encontrei um Companheiro!"
Uau!!! Isso não, isso não pode" - essa seria talvez, sua provável resposta!
Agora aqui, envolvida em todos estes pensamentos, memórias, sentimentos, não consigo parar de pensar que, finalmente, acreditava ter encontrado a resposta para a antiga pergunta feita por meu amigo... A diferença, penso eu, para que homens e mulheres não se encontrem satisfatoriamente nesta vida, talvez resida no fato de que enquanto as mulheres olham obcecadamente para o futuro, buscando seus ansiados 'companheiros' ; os homens, na grande maioria das vezes, olham apenas e exclusivamente para o presente, buscando nada mais do que boa 'companhia' ...
Curtir uma boa companhia é coisa realmente muito fácil para muitos e, por que não dizer, para quase todos nós. Em que pese todas as diferenças de 'padrões desejáveis' pela grande maioria das pessoas, admitimos como companhia os baixinhos, os feinhos, os magrelas, os gordinhos, os que 'racham a conta do restaurante', os que não tem carro, os mais jovens, os mais velhos, os mais exigentes, os 'nerds', os chatos, os arrogantes... os , enfim, muito diferentes de nós mesmos em um ou vários aspectos ao mesmo tempo.... admitimos sim, porque enquanto companhia, todas estas diferenças não pesam tanto assim.
Olhar para a perspectiva de 'futuro' é o que faz com que busquemos o 'Companheiro' !!! E no que isso se difere do que entendemos como companhia???? Quase tudo !
Minha amiga disse: "mas que mal há em sairmos com eles, afinal, não nos divertimos, não nos fazem bem? Não são uma boa companhia?" - E qual não teria sido sua resposta, se ao invés de contar que estava aceitando como companhia uma determinada pessoa totalmente 'fora de seus padrões sociais' (e até de alguns meus próprios), eu tivesse dito: "acho que encontrei um Companheiro!"
Uau!!! Isso não, isso não pode" - essa seria talvez, sua provável resposta!
Agora aqui, envolvida em todos estes pensamentos, memórias, sentimentos, não consigo parar de pensar que, finalmente, acreditava ter encontrado a resposta para a antiga pergunta feita por meu amigo... A diferença, penso eu, para que homens e mulheres não se encontrem satisfatoriamente nesta vida, talvez resida no fato de que enquanto as mulheres olham obcecadamente para o futuro, buscando seus ansiados 'companheiros' ; os homens, na grande maioria das vezes, olham apenas e exclusivamente para o presente, buscando nada mais do que boa 'companhia' ...
terça-feira, 8 de maio de 2012
SOB 'PRESSÃO' ou SOB 'TENSÃO'...
Com uma frase sobre trabalhar sob pressão x sob tensão respondi a pergunta de um colega hoje no trabalho e minha resposta acabou ecoando em cabeça ao longo do dia. Como aprendi que alguns pensamentos,palavras, expressões quando saem são apenas expressões de nosso inconsciente querendo manifestar algo maior, decidi escrever sobre isso!
Estava, claro, me reportando a algo específico, como a alguma pergunta casual feita de forma provocativa. No entanto, ao usar esta expressão, manifestei meu desassossego, meu incômodo frente a muitas das situações do dia-a-dia organizacional, que muitas vezes de tanto pressionar, acaba por criar um clima mesmo de 'tensão' entre as pessoas. E acabei reflexiva pelo resto de minha tarde.
Apenas passando os olhos em publicações como Exame, Voce S.A, Epoca Negócios, Isto È, sem contar as especializadas em artigos a cerca de Clima Organizacional, Liderança, Facilitação, Aprendizagem, Gestão de Pessoas, RH, entre outros, posso dizer que quanto mais estudo, mais me distancio da realidade em que vivo.
Alguém certa vez me disse, ou li, não sei, que a "ignorância é muitas vezes a melhor de nossas virtudes" !!! De repente, hoje a tarde, percebi a veracidade desta frase quando me dei conta do quanto estamos de fato longe, talvez alguns anos-luz de distância, entre o teórico e o real, em algumas organizações empresariais.
No dia-a-dia a pressão é grande nas muitas organizações por resultados, indicadores positivos, lucros, sustentabilidade. Isso é , a meu ver, trabalhar sob 'pressão', o que de certa forma acaba por traduzir algum sentimento de angústia sim, mas muito mais uma angústia por resolver, realizar, desafiar-se. A maioria das pessoas que conheço prefere movimento, ação, ver-se envolvido em algo maior que ela mesma, algo que quando efetivado trará alegria, satisfação pessoal, orgulho por ter participado. Algo que quando não surtir todo este efeito positivo, trará em si, a lição de que podemos sempre melhorar, de que podemos sempre aprender e de que vale a pena continuar tentando!
Outro sentimento, muito diferente, é o que consigo identificar como 'trabalhar sob tensão'. Isto traduzido seria algo como ver-se frente a situações em que nada que se faça pareça estar correto ou satisfatório, onde o 'medo' e a certeza de já não se saber por onde andar dominam o espaço físico e energético de uma organização. Onde chegar é quase um tormento e a vontade de sair inicia, sim, no exato minuto em que se pisa no ambiente de trabalho.
Um trabalho sob tensão é o que nos deixa com o estômago na garganta praticamente o dia inteiro, esperando a qualquer momento que teus 'erros' ou supostos 'não acertos' (porque não eram o esperado pela organização)sejam jogados em voce como um depósito de lixo! É onde nos sentimos um 'nada' ou zero a esquerda, porque todas as idéias são melhores que a que tomamos. Onde cérebro deixou a muito de fazer alguma diferença e se chegarmos apenas com pernas e braços e sintomas de 'obediência' poderemos, talvez, atravessar mais um dia... esperando outro amanhecer, para voltarmos a nos sentir iguaizinhos novamente!
sábado, 7 de abril de 2012
Resignação... renovação... Páscoa!
Dia lindo de outono... sol precedido de uma lua absurdamente cheia no céu sem estrelas... friozinho... cheiro de mato! Assim foi a noite de ontem e o amanhecer neste sábado de aleluia, onde de qualquer maneira, nada muda o que passa aqui dentro... aqui dentro, contemplação, observação, resignação... sim, não gosto muito desta palavra (submeter-se sem revolta a; conformar-se com; aceitar...), mas acho que ela se encaixa ao que sinto por ora... sinto que o 'tempo' - por andar em sua própria velocidade - nem mais rápido nem mais lento, acaba por trazer essa sensação de que não há muito o que fazer, exceto esperar. Esperar enquanto contemplo, observo e me resigno com as coisas todas que queria diferentes e simplesmente não o são... com os pontos em minha boca que gostaria já estivessem fora daqui, mas ainda não estão, com a 'virada' que espero poder dar algum dia, e por ora, ainda não chegou!
Me resigno também com a ausência, com a saudade, com o espaço existente entre o querer e o conseguir... entre o pensar e o agir... entre o desejo e a realização!
Amanhã é a Páscoa Cristã! Dia de renovação, de acreditar em renascimento, de reformulação e esperanças... Não creio, porém, em nenhuma renovação sem uma análise profunda sobre o que já se viveu até aqui. Sem antes uma boa dose de auto-percepção, auto-avaliação, auto-perdão!!! Creio, sim, no tempo; sábio companheiro fiel e implacável senhor da Vida...
Se atravessarmos os tempos de maneira distraída, possivelmente não entenderemos o verdadeiro significado de 'sairmos de um tempo' e 'entrarmos em outro'... possivelmente perderemos uma parte importante de nossa própria história. Aquela que nos trouxe até aqui, que nos tornou quem somos e quem, com certeza, nos possibilitará atravessar o 'Egito' e nos tornarmos quem desejamos ser!
Me resigno também com a ausência, com a saudade, com o espaço existente entre o querer e o conseguir... entre o pensar e o agir... entre o desejo e a realização!
Amanhã é a Páscoa Cristã! Dia de renovação, de acreditar em renascimento, de reformulação e esperanças... Não creio, porém, em nenhuma renovação sem uma análise profunda sobre o que já se viveu até aqui. Sem antes uma boa dose de auto-percepção, auto-avaliação, auto-perdão!!! Creio, sim, no tempo; sábio companheiro fiel e implacável senhor da Vida...
Se atravessarmos os tempos de maneira distraída, possivelmente não entenderemos o verdadeiro significado de 'sairmos de um tempo' e 'entrarmos em outro'... possivelmente perderemos uma parte importante de nossa própria história. Aquela que nos trouxe até aqui, que nos tornou quem somos e quem, com certeza, nos possibilitará atravessar o 'Egito' e nos tornarmos quem desejamos ser!
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